Diagnóstico revela a cara do setor confeccionista - Pesquisa aponta moda feminina casual como principal segmento; classes B e C mais consomem

postado em 21 de jun de 2011 09:45 por SINVESD INTERNET   [ 21 de jun de 2011 10:21 atualizado‎(s)‎ ]
O perfil do setor confeccionista em Divinópolis ganhou novos indicadores a serem trabalhados no planejamento estratégico. Após a conclusão do levantamento realizado pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial - IEMI , de São Paulo, apresentados esta semana, os órgãos responsáveis terão mais ferramentas para trabalhar o desenvolvimento econômico do pólo que agora começa a mostrar algumas características fortes como produção voltada principalmente para a moda feminina, casual e dedicada principalmente às classes B e C. 
Alguns dos números serão utilizados em caráter confidencial pelo Sebrae e Sinvesd, mas, em dados gerais já é possível perceber que o setor está sendo delineado de uma forma mais profissional. Os dados foram apresentados ao grupo de empresários participantes da pesquisa, na última sexta-feira, durante um workshop promovido na sede da Fiemg. Na ocasião, o consultor Marcelo Prado que é diretor do IEMI, expôs algumas estatísticas e mostrou aos empresários algumas noções básicas de como fortalecerem seus negócios. 
Entre os presentes ao seminário estava o vice-prefeito Francisco Martins (PDT), que se mostrou interessado nos números conseguidos que vão servir de embasamento para o planejamento do pólo. 
- Percebo que o estudo foi realizado de uma forma muito profissional, precisamos agora pensar em como trabalhar isto no sentido de uma coletividade – afirmou. 

Dados 

De acordo com dados levantados pelo IEMI junto à Receita Federal através da Relação Anual de Informações Sociais - RAIS, 570 empresas estão atualmente ativas e cadastradas como confeccionistas na cidade. Ainda segundo a Receita, 90% delas tem menos de 20 funcionários. Outra informação pertinente da RAIS é em relação ao número de pontos de venda de confecção: 500. 
Quanto à mão-de-obra, o dado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged, mostra que 4800 pessoas estão trabalhando registradas no setor. No entanto, o foco desse levantamento do IEMI é mais direcionado ao cenário de comercialização e desenvolvimentos dos produtos, por este motivo, através de uma amostragem de 52 empresas, que respondem juntas por 25% da produção local, pôde chegar a muitas informações pertinentes ao pólo. 
O levantamento mostrou que 90% das empresas são efetivamente produtoras, e se produz em média 4,7 milhões de peças ao ano, o que gera uma receita de R$123 milhões. 
- Foi possível verificar que as empresas trabalham um bom viés comercial, acima até de outros pólos de vestuário no país – comentou Marcelo Prado. 
Segundo os dados, 23% da mão-de-obra empregada se dedica a área comercial. Destaque também para a valorização das empresas, das pesquisadas, 98% vende com marca própria. Mas, somente três delas exportam e o volume de exportação gira em torno de apenas 5% da produção total. 
Vale ressaltar ainda que no relatório consta que 90% das empresas desenvolvem suas próprias coleções, 56% têm estilistas próprios e 69% modelistas, apenas 4% da mão-de-obra empregada atualmente é utilizada no desenvolvimento de coleções, que no geral, são três lançamentos ao ano, segundo a média pesquisada nas empresas. 
As empresas que participaram do diagnóstico serão foco das ações do Sebrae, mas, as ações tendem a transbordarem para outras empresas integrantes do setor com o passar do tempo. 
Segundo Marcelo Prado, a amostragem inicial era de 58 empresas, mas, seis desistiram de responder ao questionário. Algumas empresas tiveram dificuldades em responder ao levantamento, mas, este fato, de acordo com o consultor serviu como espelho das limitações que Divinópolis tem no seu dia-a-dia. 
- O foco do levantamento é criar caminhos para o crescimento - explicou. 
Além das estatísticas conseguidas, durante o seminário os empresários tiveram acesso a informações sobre: “Porque as empresas precisam crescer?” e noções de como será o andamento do planejamento estratégico diante desse cenário mostrado pelo diagnóstico, em um próximo encontro ainda a ser marcado, serão apresentadas as estratégias de crescimento diante da realidade encontrada. 

Principal Público 

Classe A 16% 
Classe B 43% 
Classe C 36% 
Classe D e E 4% 

Segmento 

Moda Feminina 45% 
Moda Masculina 36% 
Infantil/Juvenil 15% 
Bebê 1% 

Nichos 

Moda Casual 79% 
Social 15% 
Praia 8% 
Surf wear 6% 
Jeans 3% 
Ìntima 2% 

Outros dados 

Camisa – principal produto: 22% 
Blusa – segundo lugar com :13% 
* amostragem 52 empresas



 
Valquíria Souza 

Postado em 5/11/2009 às 09:47:19

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